Asas da Liberdade

O Sonho comanda a vida e eleva-nos ao mais pujante do nosso ser.
Dos mais arrojado sonho do homem, o voar lidera com distinção.
Símbolo de liberdade e do abraço vivo com o divino, onde todos os elementos da natureza, são vislumbrados na sua mais pura essência.
Que esta liberdade nunca nos seja negada;
Que a envergadura das nossas asas nunca deixem de abraçar o vento;
Que o sonho nunca se acabe;
E que a coragem de lutar TODOS os dias pelo sonho,
Seja a realidade mais garantida.
Porque sem sonhos…
… não somos nada.


«Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa até à ponta da outra asa, não é mais do que o vosso próprio pensamento, uma forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo

Richard Bach, Fernão Capelo Gaivota

Estrada da vida

Chamam-lhe destino quando tudo corre mal;
Chama-lhe sorte quando algo de bom acontece.
Mas quem é ele, de quem todos falam e ninguém o vê?
Mas quem é ele a quem todos apontam e todos lhe fogem?
Quem o faz ou quem o fez?
Quem lhe pertence ou a quem pertence?
Tu não sabes como ninguém sabe.
Não te desculpes nele pelos teus erros,
não te agarres a ele para os teus devaneios.
Podes vê-lo como uma linha do berço ao leito da morte,
mas quanto muito, será o tracejado do meio da estrada, onde nos seus intervalos te é dado a oportunidade de fazeres o teu próprio caminho.
Busca em ti o teu querer, o teu mais que tudo.
Aquilo que move montanhas;
Aquilo que faz alguém correr 40 km;
Aquilo que faz alguém nadar 30 km em mar gelado;
Onde nem tudo se explica com a capacidade física,
mas simplesmente pela força de vontade de querer ir mais além.
Se caíres na primeira tentativa, levanta-te e recomeça;
Se caíres na segunda tentativa, levanta-te e não te lamentes;
se caíres na terceira, não tens direito a pensares em desistir, enquanto ainda houverem oportunidades de voltares a tentar.
Não há destino culpado, nem sorte majestosa.
Tudo é fruto da causa e consequência, do que somos, fomos e queremos ser.
A estrada da vida, não tem fim, enquanto tivermos a coragem de a percorrermos, mesmo que a passos lentos.
E nunca te esqueças que a grande caminhada, começa por um pequeno passo.
Boa viagem e não te atrases mais.


Um amigo.

Palavras não proferidas

Na caixa do lixo apanhei aquelas que seriam as palavras que dizias querer-me dizer. Sentimento fortuito ou sentimento relâmpago. Palavras ao vento, amparadas pela caixa de um lixo, que jamais me divulgariam seus enredos, os teus segredos que dizias contar-me só a mim. Mas seriam só palavras. Tão banais como tantas outras, ou poderosas tanto quanto poder lhe impuséssemos. Mas seriam só palavras… um monte de palavras:

“Palavras proferidas.
Palavras absorvidas?
Palavras escolhidas?
Palavras conhecidas.
Palavras contidas?
Palavras decididas!
Palavras inventadas?
Palavras invertidas.
Palavras defendidas:
Palavras desaparecidas.
Palavras entristecidas?
Palavras abatidas!
Palavras agradecidas?
Palavras comprimidas.
Palavras corrompidas?
Palavras enfraquecidas.
Palavras desmedidas.
Palavras ensandecidas.
Palavras omitidas?
Palavras excluídas.
Palavras agredidas.
Palavras mal ditas.
Palavras benditas.
Palavras bonitas.
Palavras proibidas?
Palavras atrevidas!
Palavras bem parecidas.
Palavras cuspidas!
Palavras ouvidas?
Palavras entendidas?
Palavras esquecidas!”

Mas tudo isto… são só palavras e, a palavra falada em pouco tempo se tornou nada. E ninguém, aqui, se lembrará das palavras que acabamos de falar. E ninguém, aqui, se lembrará das palavras que me querias dizer, e que nunca me disseste.