Companheira

Quem és tu maldita mulher,
Que na tua essência de menina e moça me levas o amor,
Que em derradeiro caleiro,
Me corre nas veias,
Nascido num coração sofredor?

Mulher das horas difíceis
Que ao meu lado, como um cajado
Me deste o apoio necessário
Onde minhas pernas fracas já não aguentavam
Tamanha viagem.

De pedras e buracos,
Na estrada da vida
Percorrida
Sentida e sofrida.
Também tu, conseguiste aguentar
E afugentar,
Por vezes,
O inimigo escondido em falsos sorrisos.

Mulher pequena,
Mas grande mulher.
Vida minha, foste um dia.
A mesma vida que agora mataste
E a sorrir,
A outro te entregaste
Antes deste corpo jazer frio e duro
No leito mortal do descanso perene.

Teu cheiro e toque
Persiste e sorte
Lançados ao vento que no tempo
Dirão sempre
O Nosso segredo.
Da maldita companheira,
Menina mulher,
Rebelde de jeito bravo
Mas que em verde prado
Serás sempre,
A MINHA MULHER.

Arte de perder

Quem perde o que nunca ganhou?
Como se perde o que nunca se teve?
Existe a arte de perder?
Quem gosta de perder?
É fácil apontar o dedo e por vezes denegrir alguém alegando que esse, alguém não sabe perder. Quando não verdade somos nós que, festejamos uma vitória que não ganhamos.
Mas perder não é sinónimo de mau.
Não é sinónimo de falha.
Perder pode revelar a nossa persistência no nosso objectivo e a realidade do nosso empenhamento.
No caminho para o sucesso de tudo quanto façamos na vida, há sempre a possibilidade de errarmos no caminho. Há sempre a possibilidade de perdermos… a batalha… mas não a guerra.
Pessoalmente, não considero isso como um erro, mas sim como uma boa lição de vida e de sucesso.
Já os matemáticos provam que a maioria dos grandes empreendedores de sucesso no mundo, tiveram em média 3 “falências” ou negócios que não correram bem antes de conseguirem atingir todo o seu sucesso.
Não poucos são os exemplos práticos dos dias actuais.
Quem não conhece o milionário Donald J. Trump que na vida já perdeu quase tudo, e que pela persistência regressou mais poderoso que nunca?
Eu mesmo já tive os meus Insucessos. Nos estudos, nos negócios, nos amores.

Perdi?! Talvez.
Aprendi?! Sem dúvida.

E hoje posso dizer convictamente que, o importante para conseguirmos atingir o nosso sucesso é a persistência. Precisamos aprender sempre com nossos erros, pois eles mantêm-nos melhor no nosso caminho.
Quando sabemos quais os caminhos que nos podem levar ao fracasso, é mais fácil permanecer no caminho para o sucesso com maior perseverança.
É importante entender que para o sucesso pessoal, amoroso ou profissional, não existe uma receita de um bolo simples, onde coloca-mos 2 dias de trabalho, 3 colheres de investimento, 5 copos de networking, 1 pitada de experiências antigas, e deixar tudo a marinar por 3 horas, tirando por fim do forno 1 milhão de euros.
Sucesso é algo que precisa ser procurado diariamente, de forma persistente, com muito trabalho e com muito prazer assim como alegria, com o objectivo de nos trazer toda a felicidade que queremos na nossa vida.
A persistência dá-nos os dissabores de quem não nos entende, e de quem não tem objectivos definidos na vida, alegando sempre que nós é que perdemos.
E são esses perdedores, ditos ganhadores, que nos apontam, que nos magoam, que procuram com a sua arrogância humilhar-nos na sua própria derrota.
Não te deixes iludir pelos belos olhos da fácil vitória, da copofonia de uma conquista fictícia de algo que não mereceste.
Lembra-te sempre que um verdadeiro guerreiro sabe que ao perder uma batalha está a melhorar a sua arte de manejar a espada, e saberá lutar com mais habilidade no próximo combate.
Não percas tempo com os falsos vencedores porque o prémio deles ser-lhes-à atribuído.
De cabeça erguida e orgulho em ti mesmo, se tiveres de chorar, chora de pé.
Se tiveres de ceder, cede mas não ignores a tua razão.
E aos teus apontadores, falsos vencedores que te acusam de não saberes perder, deseja-lhes muita saúde, para que assistam de pé, à tua vitória.
Com dedicação, persistência, convicção e muito trabalho, o sucesso só a um pertence.
A ti. Porque, ninguém gosta de perder.
E quem disser o contrário, não é um derrotista, mas um hipócrita.