Numa viagem que não era tua.
Seguiste por uma estrada, um carreiro uma rua
Toda nua.
Onde a lua era a tua única companheira.
Perdeste-te na jornada
Encetada por amor,
Carrilhão de mágoa e dor
Mas sem rancor
Nem furor,
Pelo fim que não chega.
Plantaste rosas no tempo,
Onde os espinhos da maldade,
Te ofereceram sofrimento.
Na serigrafia da caminhada
Jornada sem fim
De tristeza e Saudade.
Rio facial!
Tormento torrencial,
Da mágoa que não pára.
Pela inocência roubada
Ao amor que te deste,
E que perdeste,
Sem nunca seres conquistada.
E amaste!
Acreditaste!
Venceste!
Mas criança… Morreste.
