Quando a Alma se funde na Química de um olhar, nem o sol nem a lua, poderão alterar a força gravitica daquele amor que os liga. Mesmo que o rio corra para a nascente e o mar seque num piscar de olhos, o amor, será sempre eterno... mesmo que lhe vires o olhar!
Companheira
Quem és tu maldita mulher,Que na tua essência de menina e moça me levas o amor,
Que em derradeiro caleiro,
Me corre nas veias,
Nascido num coração sofredor?
Mulher das horas difíceis
Que ao meu lado, como um cajado
Me deste o apoio necessário
Onde minhas pernas fracas já não aguentavam
Tamanha viagem.
De pedras e buracos,
Na estrada da vida
Percorrida
Sentida e sofrida.
Também tu, conseguiste aguentar
E afugentar,
Por vezes,
O inimigo escondido em falsos sorrisos.
Mulher pequena,
Mas grande mulher.
Vida minha, foste um dia.
A mesma vida que agora mataste
E a sorrir,
A outro te entregaste
Antes deste corpo jazer frio e duro
No leito mortal do descanso perene.
Teu cheiro e toque
Persiste e sorte
Lançados ao vento que no tempo
Dirão sempre
O Nosso segredo.
Da maldita companheira,
Menina mulher,
Rebelde de jeito bravo
Mas que em verde prado
Serás sempre,
A MINHA MULHER.
Arte de perder
Quem perde o que nunca ganhou?Como se perde o que nunca se teve?
Existe a arte de perder?
Quem gosta de perder?
É fácil apontar o dedo e por vezes denegrir alguém alegando que esse, alguém não sabe perder. Quando não verdade somos nós que, festejamos uma vitória que não ganhamos.
Mas perder não é sinónimo de mau.
Não é sinónimo de falha.
Perder pode revelar a nossa persistência no nosso objectivo e a realidade do nosso empenhamento.
No caminho para o sucesso de tudo quanto façamos na vida, há sempre a possibilidade de errarmos no caminho. Há sempre a possibilidade de perdermos… a batalha… mas não a guerra.
Pessoalmente, não considero isso como um erro, mas sim como uma boa lição de vida e de sucesso.
Já os matemáticos provam que a maioria dos grandes empreendedores de sucesso no mundo, tiveram em média 3 “falências” ou negócios que não correram bem antes de conseguirem atingir todo o seu sucesso.
Não poucos são os exemplos práticos dos dias actuais.
Quem não conhece o milionário Donald J. Trump que na vida já perdeu quase tudo, e que pela persistência regressou mais poderoso que nunca?
Eu mesmo já tive os meus Insucessos. Nos estudos, nos negócios, nos amores.
Perdi?! Talvez.
Aprendi?! Sem dúvida.
E hoje posso dizer convictamente que, o importante para conseguirmos atingir o nosso sucesso é a persistência. Precisamos aprender sempre com nossos erros, pois eles mantêm-nos melhor no nosso caminho.
Quando sabemos quais os caminhos que nos podem levar ao fracasso, é mais fácil permanecer no caminho para o sucesso com maior perseverança.
É importante entender que para o sucesso pessoal, amoroso ou profissional, não existe uma receita de um bolo simples, onde coloca-mos 2 dias de trabalho, 3 colheres de investimento, 5 copos de networking, 1 pitada de experiências antigas, e deixar tudo a marinar por 3 horas, tirando por fim do forno 1 milhão de euros.
Sucesso é algo que precisa ser procurado diariamente, de forma persistente, com muito trabalho e com muito prazer assim como alegria, com o objectivo de nos trazer toda a felicidade que queremos na nossa vida.
A persistência dá-nos os dissabores de quem não nos entende, e de quem não tem objectivos definidos na vida, alegando sempre que nós é que perdemos.
E são esses perdedores, ditos ganhadores, que nos apontam, que nos magoam, que procuram com a sua arrogância humilhar-nos na sua própria derrota.
Não te deixes iludir pelos belos olhos da fácil vitória, da copofonia de uma conquista fictícia de algo que não mereceste.
Lembra-te sempre que um verdadeiro guerreiro sabe que ao perder uma batalha está a melhorar a sua arte de manejar a espada, e saberá lutar com mais habilidade no próximo combate.
Não percas tempo com os falsos vencedores porque o prémio deles ser-lhes-à atribuído.
De cabeça erguida e orgulho em ti mesmo, se tiveres de chorar, chora de pé.
Se tiveres de ceder, cede mas não ignores a tua razão.
E aos teus apontadores, falsos vencedores que te acusam de não saberes perder, deseja-lhes muita saúde, para que assistam de pé, à tua vitória.
Com dedicação, persistência, convicção e muito trabalho, o sucesso só a um pertence.
A ti. Porque, ninguém gosta de perder.
E quem disser o contrário, não é um derrotista, mas um hipócrita.
Asas da Liberdade
Dos mais arrojado sonho do homem, o voar lidera com distinção.
Símbolo de liberdade e do abraço vivo com o divino, onde todos os elementos da natureza, são vislumbrados na sua mais pura essência.
Que esta liberdade nunca nos seja negada;
Que a envergadura das nossas asas nunca deixem de abraçar o vento;
Que o sonho nunca se acabe;
E que a coragem de lutar TODOS os dias pelo sonho,
Seja a realidade mais garantida.
Porque sem sonhos…
… não somos nada.
«Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa até à ponta da outra asa, não é mais do que o vosso próprio pensamento, uma forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo.»
Richard Bach, Fernão Capelo Gaivota
Estrada da vida
Chamam-lhe destino quando tudo corre mal;Chama-lhe sorte quando algo de bom acontece.
Mas quem é ele, de quem todos falam e ninguém o vê?
Mas quem é ele a quem todos apontam e todos lhe fogem?
Quem o faz ou quem o fez?
Quem lhe pertence ou a quem pertence?
Tu não sabes como ninguém sabe.
Não te desculpes nele pelos teus erros,
não te agarres a ele para os teus devaneios.
Podes vê-lo como uma linha do berço ao leito da morte,
mas quanto muito, será o tracejado do meio da estrada, onde nos seus intervalos te é dado a oportunidade de fazeres o teu próprio caminho.
Busca em ti o teu querer, o teu mais que tudo.
Aquilo que move montanhas;
Aquilo que faz alguém correr 40 km;
Aquilo que faz alguém nadar 30 km em mar gelado;
Onde nem tudo se explica com a capacidade física,
mas simplesmente pela força de vontade de querer ir mais além.
Se caíres na primeira tentativa, levanta-te e recomeça;
Se caíres na segunda tentativa, levanta-te e não te lamentes;
se caíres na terceira, não tens direito a pensares em desistir, enquanto ainda houverem oportunidades de voltares a tentar.
Não há destino culpado, nem sorte majestosa.
Tudo é fruto da causa e consequência, do que somos, fomos e queremos ser.
A estrada da vida, não tem fim, enquanto tivermos a coragem de a percorrermos, mesmo que a passos lentos.
E nunca te esqueças que a grande caminhada, começa por um pequeno passo.
Boa viagem e não te atrases mais.
Um amigo.
Palavras não proferidas
Na caixa do lixo apanhei aquelas que seriam as palavras que dizias querer-me dizer. Sentimento fortuito ou sentimento relâmpago. Palavras ao vento, amparadas pela caixa de um lixo, que jamais me divulgariam seus enredos, os teus segredos que dizias contar-me só a mim. Mas seriam só palavras. Tão banais como tantas outras, ou poderosas tanto quanto poder lhe impuséssemos. Mas seriam só palavras… um monte de palavras:“Palavras proferidas.
Palavras absorvidas?
Palavras escolhidas?
Palavras conhecidas.
Palavras contidas?
Palavras decididas!
Palavras inventadas?
Palavras invertidas.
Palavras defendidas:
Palavras desaparecidas.
Palavras entristecidas?
Palavras abatidas!
Palavras agradecidas?
Palavras comprimidas.
Palavras corrompidas?
Palavras enfraquecidas.
Palavras desmedidas.
Palavras ensandecidas.
Palavras omitidas?
Palavras excluídas.
Palavras agredidas.
Palavras mal ditas.
Palavras benditas.
Palavras bonitas.
Palavras proibidas?
Palavras atrevidas!
Palavras bem parecidas.
Palavras cuspidas!
Palavras ouvidas?
Palavras entendidas?
Palavras esquecidas!”
Mas tudo isto… são só palavras e, a palavra falada em pouco tempo se tornou nada. E ninguém, aqui, se lembrará das palavras que acabamos de falar. E ninguém, aqui, se lembrará das palavras que me querias dizer, e que nunca me disseste.
Sincronicidades Perfeitas
Como qualquer divindade, o acaso tem exigências. São-lhe devidas devoções. Fazem-se devoções ao acaso estando-se na sua presença. À sua disposição. Permanentemente. Todos os sentidos em luta, os cinco conhecidos, e os não conhecidos pelo nosso mundo enfermo. De maneira a não o deixar escapar se ele ultrapassar as marcas.Todos nós alguma vez ficámos espantados e perplexos, sensibilizados ou mesmo confundidos pela força duma coincidência, pelo encontro surpreendente e inesperado, às vezes explosivo, de dois fenómenos ou de duas palavras ou de dois seres que supostamente jamais se deveriam ter encontrado e reunido neste mundo, cheio de improbabilidades.
Já alguém reflectiu muito sobre o fenómeno das sincronicidades que se manifestam pelo aparecimento imprevisível ou inopinado de pensamentos, de actos, de factos ou de acontecimentos, ou ainda pela repetição de situações que, situando-se em planos e realidades diferentes, não tinham «nenhuma razão» para se encontrarem nem nenhuma probabilidade estatística de surgirem naquele momento e naquele lugar.
É característico da sincronicidade produzir um sentido ou uma nova energia que permite uma troca de olhares, suscita uma atenção diferente, provoca uma interrogação, uma reflexão ou uma investigação numa certa direcção e revela, para além das aparências, possibilidades e previsões, aspectos jamais suspeitos da existência. Como dois seres que do nada se encontram, e na movimentação banal de seus rostos, olhares desconhecidos que se encaixam na filosofia perfeita, como o simples sobrepor de posições da lua e sol , a que chamamos ECLIPSE.
A linguagem das palavras
Durante grande parte da minha vida, faltavam-me as palavras para me poder exprimir. Desconhecia em absoluto que elas existiam, que estavam disponíveis, ao meu serviço, vivendo eu na ignorância de que podia utilizá-las em meu proveito. As palavras, como tantas outras coisas no mundo que me rodeava, a priori pertenciam aos outros, estando-lhes reservadas. Dir-se-ia que eu não tinha acesso a elas e que não tinha o direito de as usar.
Mas descobri que no silêncio da minha dor, na solidão a que me vi enclausurado, encontrei nas palavras o refugio perfeito de um harmonia almejada.
Foi preciso cair em desgraça onde nem a sombra faz companhia, que me encontrei com o verbo ser, do que fui, sou e do que deixo aos que ficam.
O meu tempo finda em avalanche. A vida corre-me em hemorragia sem cessar, mas ainda tenho tempo de dizer em palavra única, que valeu a pena viver, e descobrir a palavra Amar.
Beijo Armadilhado
Foi no teu beijo que me perdi e no teu corpo onde nunca mais me encontrei.Ao teu olhar, eu sorri pela primeira vez que te vi passar.
Não sabendo eu, que seria ele que me iria matar.
Acreditei na tua lágrima, e aos meus braços te consolei.
Chorei pelas tuas causas e pelas tuas causas me comprometi…
… e com as tuas causas eu vivi.
Enquanto sonhava contigo, desesperado na dor do vazio solitário,
a outro te entregavas com o melhor que em ti depositei.
E perdi…
Perdi, porque em ti acreditei.
Acreditei no teu amor, Acreditei no teu beijo molhado.
Acreditei em tudo o que me dizias e fazias.
E orgulhoso eu exibia o teu sorriso,
Desconhecendo o teu beijo armadilhado.
ACASO de um sonho DESFEITO
Muitas são as vezes em que de nós, damos o que de melhor em nós há. Muitas são as vezes em que acreditamos que o esforço e sacrifício, baseado no amor que sentimos, justificam as noites mal dormidas, na solidão de um vazio quarto, onde até as paredes despidas nos humilham, e nos mostram o quanto insignificantes somos, ao ponto de sermos esquecidos/trocados por uma noite de copofonia, cigarros e conversa deitada fora, com um estranho que somente cobiça o nosso corpo para um momento de prazer egoísta.
Muitas são as vezes que passamos indiferentes perante um acto de grandeza, de um simples dar sem pedir, de um simples sorrir sem cobrar.
Quão tamanha dor infligimos pelo nosso egocentrismo, de achar que a nossa dor é maior que a do semelhante, que o nosso esforço é mais aguerrido que daqueles que de tudo fazem só para nos terem na sua vida, como companheiros e copinchas no mais simples dos segredos?! Mas tudo é um acaso!? Tudo é um sonho? Se é, será que ainda possuímos essa capacidade de sonhar? É certo que quase todos nós temos desejos; mas será que ainda temos sonhos? Os desejos são impulsos, muitas vezes superficiais, que não resistem às dificuldades da vida; os sonhos são projectos de uma vida – nós crescemos ao ritmo e à medida dos nossos sonhos.
Mas se no nosso sonho é feito somente da palavra EU, de nada vale sonhar. Porque de nada vale ganhar. Se não temos com quem partilhar esse sonho materializado.
“O sonho comanda a vida!”… mas não uma vida sozinha.
