Jamais alguém compreenderá as palavras que nos uniram, porque só nós sabemos o quanto especiais fomos e sempre seremos.
Dissemos um dia, "Até que a morte nos separe! mas dissemos também "que entre nós, nunca haverá um Adeus!"; porque só nós sabemos que nem a morte nos vai conseguir separar.
A tua alma, morará para sempre em mim, até nos reencontrarmos novamente.
O que se passou, não foi uma partida, mas um até já.
Tenho a certeza que te voltarei a olhar nos olhos e sentir a tua alma forte, fonte da minha alegria. Tenho a certeza que a nossa química é mais forte que os universos que agora nos separam.
Tenho a certeza que no nosso reencontro, encontrarei a palavra certa e divina, que até agora não consegui, para expressar o que és para mim, o quanto te amei e o quanto te amo.
Na incapacidade de melhor me exprimir, deixo-te as palavras do Pedro, que tantas vezes, juntos, ouvimos.
Um até ja minha princesa, minha eterna companheira.
Deixei pousar minha boca em tua fronte
toquei-te a pele como se fosses harpa
escorreguei em teu ventre como o vento
e atravessei-te em mim como se fosse farpa
Deixei crescer uma vontade devagar
deixei crescer no peito um infinito
morri da morte lenta do desejo
e em cada beijo abafei um grito
Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira
Inventei mil paisagens no teu peito
rebentei de loucura e fantasia
quando me olhavas devagar com esse jeito
e eu descobri tanta coisa que não vias
Havia em ti uma forma grande de incerteza
que conseguias converter em alegria
havia em ti um mar salgado de beleza
que me faz sentir saudades em cada dia
Quando desfolho o livro velho da memória
sinto que o tempo passado à tua beira
é um espaço bom que há na minha história
e foi bonito ter dito companheira


