Na caixa do lixo apanhei aquelas que seriam as palavras que dizias querer-me dizer. Sentimento fortuito ou sentimento relâmpago. Palavras ao vento, amparadas pela caixa de um lixo, que jamais me divulgariam seus enredos, os teus segredos que dizias contar-me só a mim. Mas seriam só palavras. Tão banais como tantas outras, ou poderosas tanto quanto poder lhe impuséssemos. Mas seriam só palavras… um monte de palavras:“Palavras proferidas.
Palavras absorvidas?
Palavras escolhidas?
Palavras conhecidas.
Palavras contidas?
Palavras decididas!
Palavras inventadas?
Palavras invertidas.
Palavras defendidas:
Palavras desaparecidas.
Palavras entristecidas?
Palavras abatidas!
Palavras agradecidas?
Palavras comprimidas.
Palavras corrompidas?
Palavras enfraquecidas.
Palavras desmedidas.
Palavras ensandecidas.
Palavras omitidas?
Palavras excluídas.
Palavras agredidas.
Palavras mal ditas.
Palavras benditas.
Palavras bonitas.
Palavras proibidas?
Palavras atrevidas!
Palavras bem parecidas.
Palavras cuspidas!
Palavras ouvidas?
Palavras entendidas?
Palavras esquecidas!”
Mas tudo isto… são só palavras e, a palavra falada em pouco tempo se tornou nada. E ninguém, aqui, se lembrará das palavras que acabamos de falar. E ninguém, aqui, se lembrará das palavras que me querias dizer, e que nunca me disseste.
Quem és Tu?
ResponderEliminarMuito Bonito
Obrigada
Há coisas na terra que nem nos céus se explicam e de certeza que a tua existência é uma delas.
ResponderEliminarSerás tu um anjo na terra, como a cidade dos anjos, que anda por aqui a mostrar-nos aquilo que nos esquecemos de ver?
Obrigada pelas tuas lindas palavras.
Pelas palavras proferidas.