Estrada da vida

Chamam-lhe destino quando tudo corre mal;
Chama-lhe sorte quando algo de bom acontece.
Mas quem é ele, de quem todos falam e ninguém o vê?
Mas quem é ele a quem todos apontam e todos lhe fogem?
Quem o faz ou quem o fez?
Quem lhe pertence ou a quem pertence?
Tu não sabes como ninguém sabe.
Não te desculpes nele pelos teus erros,
não te agarres a ele para os teus devaneios.
Podes vê-lo como uma linha do berço ao leito da morte,
mas quanto muito, será o tracejado do meio da estrada, onde nos seus intervalos te é dado a oportunidade de fazeres o teu próprio caminho.
Busca em ti o teu querer, o teu mais que tudo.
Aquilo que move montanhas;
Aquilo que faz alguém correr 40 km;
Aquilo que faz alguém nadar 30 km em mar gelado;
Onde nem tudo se explica com a capacidade física,
mas simplesmente pela força de vontade de querer ir mais além.
Se caíres na primeira tentativa, levanta-te e recomeça;
Se caíres na segunda tentativa, levanta-te e não te lamentes;
se caíres na terceira, não tens direito a pensares em desistir, enquanto ainda houverem oportunidades de voltares a tentar.
Não há destino culpado, nem sorte majestosa.
Tudo é fruto da causa e consequência, do que somos, fomos e queremos ser.
A estrada da vida, não tem fim, enquanto tivermos a coragem de a percorrermos, mesmo que a passos lentos.
E nunca te esqueças que a grande caminhada, começa por um pequeno passo.
Boa viagem e não te atrases mais.


Um amigo.

1 comentário:

  1. Anónimo2:40 p.m.

    Henrique, acabas-te de escrever tudo aquilo que eu nunca consegui explicar.Fantástico.
    Não conhecia esse teu lado!
    Homem Supresa!!!ah,ah,ah...
    Um grande beijinho da Sónia (FCUL)
    (

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