Quem és tu maldita mulher,Que na tua essência de menina e moça me levas o amor,
Que em derradeiro caleiro,
Me corre nas veias,
Nascido num coração sofredor?
Mulher das horas difíceis
Que ao meu lado, como um cajado
Me deste o apoio necessário
Onde minhas pernas fracas já não aguentavam
Tamanha viagem.
De pedras e buracos,
Na estrada da vida
Percorrida
Sentida e sofrida.
Também tu, conseguiste aguentar
E afugentar,
Por vezes,
O inimigo escondido em falsos sorrisos.
Mulher pequena,
Mas grande mulher.
Vida minha, foste um dia.
A mesma vida que agora mataste
E a sorrir,
A outro te entregaste
Antes deste corpo jazer frio e duro
No leito mortal do descanso perene.
Teu cheiro e toque
Persiste e sorte
Lançados ao vento que no tempo
Dirão sempre
O Nosso segredo.
Da maldita companheira,
Menina mulher,
Rebelde de jeito bravo
Mas que em verde prado
Serás sempre,
A MINHA MULHER.
Que mais se pode dizer...
ResponderEliminarSó não pares de escrever.
Sonia (FCUL)